
Sobre Michele
Nome Completo: MICHELE SILVA DAMAS
Profissão/Área de Atuação: PSICÓLOGA - ATUA NA ÁREA CLÍNICA
Empresa: AUTÔNOMA
Olá, sou Michele Damas, psicóloga por essência. Amo as relações interpessoais e tenho como propósito servir e cuidar!
Sou pós-graduada em Psicoterapia Breve Dinâmica e Psicodiagnóstico com extensão na COGEAE-PUC/SP, tenho formação em coaching pela SLAC Coaching e agora estou fazendo pós-graduação no Hospital Sírio Libanês sobre Neurociência Aplicada à Saúde. Admiradora de comportamentos humanos, apoiadora e realizadora de processos de Recrutamento, Seleção e Retenção de Talentos e processos educacionais estratégicos.
Psicóloga por essência, amo trabalhar com pessoas e tenho como propósito servir, cuidar e ser agente de mudanças.
Atuo na área clínica há mais de 16 anos, dedicando-me a guiar pessoas na jornada de autoconhecimento e fortalecimento emocional. Meu foco na psicoterapia é com jovens e adultos, e meu compromisso é com o seu bem-estar e desenvolvimento pessoal.
A Escuta do Corpo e a Força da Ação Consciente
Era outubro de 2020. A pandemia, instalada desde fevereiro daquele ano, já havia transformado completamente nossas vidas. Era um período de incertezas, adaptações e desafios que nos deixariam marcas para sempre. Foi nessa época tão atípica que percebi algo estranho: eu havia ganhado 4 quilos além do meu peso habitual. Nunca tive problemas com peso, então aquilo chamou minha atenção. No início, achei que pudesse ser algo esperado, afinal, com a rotina afetada, a falta de exercícios e a alimentação desregulada, quem não ganhou alguns quilinhos na pandemia? Era quase normal. Mas, ainda assim, algo me incomodava.
Sempre busquei cuidar da minhas saúde. Aprendi, ao longo dos anos, a observar meu corpo e perceber os sinais que ele me dava. Esse aumento de peso, específico e inesperado, ficou rondando meus pensamentos e me deixou com a "pulga atrás da orelha". Foi aí que resolvi marcar uma consulta com um endocrinologista para investigar melhor a situação.
Lembro-me nitidamente daquele dia. O médico pediu que eu me levantasse, se posicionou por trás de mim e colocou suavemente as mãos no meu pescoço, examinando minha tireoide. O exame foi rápido, apenas alguns segundos. Em seguida, ele solicitou exames de sangue para avaliar minhas taxas e um ultrassom do pescoço, também para examinar a tireoide. Tudo fazia sentido: desregulações na glândula tireoide poderiam, de fato, explicar o aumento do peso. Senti um certo alívio, acreditando que resolveríamos tudo rapidamente.
Perdi pouco tempo e agendei os exames o quanto antes. Até aquele momento, tudo parecia algo simples, com solução à vista. Mas, ao pegar os resultados, veio o primeiro baque. Sempre ouvi que olhar os exames sem a orientação de um médico não era uma boa ideia, e, naquele caso, isso se comprovou. No ultrassom, um resultado específico me deixou perplexa. Era algo assustador, impossível de ignorar.
Retornei ao consultório com os exames em mãos. Foi quando o médico, de forma direta e firme, confirmou o que eu temia: eu tinha um nódulo maligno na tireoide. Ele me recomendou, sem demora, buscar um cirurgião de cabeça e pescoço para iniciar o tratamento o mais rápido possível. Saí de lá assustada, sem chão, sem entender exatamente o que estava acontecendo. Tudo parecia ter acontecido rápido demais.
Cheguei em casa com o coração aos pulos e sem saber muito bem por onde começar. Só tinha uma certeza: eu precisava do melhor médico possível para me acompanhar nesse processo. Liguei para algumas pessoas em busca de indicações. Foi então que, de repente, me veio à cabeça pedir ajuda ao meu ginecologista da época. Expliquei a situação para a secretária dele, mas ela me informou que o médico não costumava fazer esse tipo de recomendação. No entanto, para minha surpresa, ela mencionou que já havia trabalhado em um hospital renomado em São Paulo especializado nesse tipo de atendimento. Ela me deu o nome do local, e eu, sem pensar duas vezes, agendei uma consulta às cegas com o primeiro cirurgião disponível.
No consultório, o novo médico confirmou o diagnóstico: eu estava com câncer de tireoide. Ele explicou que o
tratamento seria cirúrgico. Decidimos esperar o final daquele caótico ano de 2020 passar e marcamos a cirurgia para janeiro de 2021. Quando a data chegou, me internei para realizar o procedimento. No entanto, devido ao auge da pandemia, precisei enfrentar tudo sozinha no hospital, acompanhada apenas da minha coragem e da fé em Deus. Foi uma experiência difícil, mas algo me tranquilizava: várias pessoas no hospital disseram que eu estava nas mãos do melhor cirurgião da equipe. Essa informação, junto com minha fé, me deu a força que eu precisava naquele momento.
A cirurgia foi um sucesso. No retorno ao consultório, meu médico me explicou que eu não precisaria passar por
ozonioterapia, embora ele tenha identificado e removido pontos do tumor que já estavam em metástase. Foi um grande alívio saber que havíamos agido a tempo.
Desde então, sigo acompanhando de perto a minha saúde. A cada nova consulta, agradeço por estar aqui. Caso tudo continue indo bem, em janeiro de 2026 completarei cinco anos dessa jornada. E, embora o acompanhamento seja para o resto da vida, sei que, após esse marco de 5 anos sem retorno do tumor, as chances de recidiva serão bem menores.
Ao longo desse processo, enfrentei medos, dúvidas e incertezas, como qualquer pessoa que vive algo
semelhante. Porém, mais do que nunca, aprendi a importância do autocuidado e a nunca negligenciar os sinais que o corpo nos dá. A inteligência do nosso corpo é algo incrível. Afinal, se não fosse aquele ganho de 4 quilos, talvez eu só descobrisse esse tumor tarde demais. Felizmente, aqui estou. Graças a Deus, passei por mais essa.

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