
Sobre Cleber Bento
Nome Completo: Cleber Bento da Silva
Profissão/Área de Atuação: Gerente de Risco - Gerenciamento de Riscos Logísticos
Empresa: Dataprove / Flex Consulta
Atuo há mais de 25 anos em Gerenciamento de Riscos na logística de cargas, combinando visão técnica completa do ciclo de riscos com experiência sólida em seguros de transporte e 15 anos de atuação comercial em grandes negociações e bids. Meu diferencial é conectar operação, seguradoras e estratégia comercial para reduzir perdas, aumentar eficiência e apoiar decisões com alto impacto no negócio.

Carnaval 2026: por que o período é crítico para roubo de carga e como o ecossistema deve se preparar
O Carnaval é, para a logística, um dos períodos mais sensíveis do calendário operacional. A combinação de mudança de rotas, restrições de tráfego, picos de deslocamento, alteração de escalas e mais paradas não planejadas cria um cenário de maior exposição — inclusive para roubo de carga e eventos correlatos (tentativas, abordagens, “paradas forçadas”, desvios e perdas indiretas).
Em 2025, entidades e empresas do setor reforçaram o caráter especial da operação no feriado. Um exemplo público o início da Operação Carnaval 2025 da PRF, destacando a necessidade de atenção a regras e restrições de tráfego e ao comportamento seguro nas rodovias, um lembrete de que Carnaval exige modo de operação diferenciado, não rotina.
A mensagem central para 2026 é simples: não é o momento de “operar no automático”. É o momento de elevar o padrão de disciplina operacional e integração entre embarcador, transportadora e gerenciamento de risco.
Por que o risco sobe no Carnaval (na prática)
Sem depender de “números nacionais” (que podem ser inconsistentes por subnotificação e diferenças de metodologia), dá para explicar tecnicamente o aumento de risco por mecanismos operacionais:
Bloqueios urbanos, eventos, desvios e mudanças de janela criam “zonas cinzentas” fora do planejamento normal.
Filas, congestionamentos, pátios cheios e pontos de apoio saturados geram imobilização — e imobilização aumenta exposição.
Antecipação de cargas e “corrida” para compensar dias parados elevam o risco de decisões ruins: rotas alternativas sem validação, paradas
improvisadas, relaxamento de protocolo.
Trocas de equipe e fornecedores elevam risco de falha de comunicação e quebra de procedimento (principalmente em checklist, validação e
gestão de exceção).
O que fazer: protocolo de “atenção redobrada” (ecossistema)
Abaixo, um pacote objetivo (e auditável) para o Carnaval 2026.
Medidas para embarcadores
Medidas para transportadoras
Medidas para gerenciadoras de risco / torres de controle
Conclusão
Carnaval é um evento social, mas na logística ele representa uma mudança estrutural temporária na operação. E mudanças estruturais exigem: planejamento, disciplina, monitoramento e resposta rápida.
Para 2026, a recomendação é tratar o período como operação especial de risco, com atenção redobrada de todos os atores, porque a vulnerabilidade não está só no “crime em si”, mas nas brechas que o feriado cria.

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